Coalizão empresarial lança manifesto para retomar projeto de incentivo a data centers

Folha – 12.maio.2026 | Uma coalizão formada por frentes parlamentares, associações de tecnologia e federações industriais lançou manifesto em defesa da retomada da tramitação do projeto de lei do Redata, regime tributário especial voltado à implantação de data centers no Brasil. A iniciativa busca apoio dos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para recolocar a proposta em pauta. Para o setor elétrico, o avanço do programa é visto como estratégico diante do forte crescimento esperado da demanda por energia elétrica associada aos grandes centros de processamento de dados.

O manifesto destaca que o Brasil poderá atrair entre R$ 60 bilhões e R$ 100 bilhões em investimentos no segmento nos próximos quatro anos, enquanto estimativas da ABDC apontam potencial de até R$ 1 trilhão até 2030. O avanço dos data centers tem impacto direto sobre o setor de geração de energia, já que essas estruturas operam com consumo intensivo e exigem fornecimento contínuo, confiável e de alta qualidade elétrica, ampliando a necessidade de expansão da capacidade instalada e da infraestrutura energética.

A proposta original previa isenção de impostos federais para importação de equipamentos destinados aos data centers, benefício criado por medida provisória que perdeu validade antes de ser votada definitivamente pelo Congresso. O governo federal chegou a encaminhar um projeto de lei semelhante, aprovado na Câmara, mas ainda pendente de análise no Senado. O setor avalia que a retomada do Redata é essencial para garantir previsibilidade regulatória e viabilizar investimentos de grande porte, inclusive em projetos associados ao fornecimento de energia renovável para abastecimento dessas operações.

Estudo da Brasscom indica que os investimentos diretos em data centers poderiam alcançar R$ 500 bilhões até 2030 caso o programa tivesse sido aprovado anteriormente. Segundo o presidente da entidade, Affonso Nina, parte dos projetos já migrou para outros países, incluindo empreendimentos de até 100 MW de demanda energética. O porte dessas instalações reforça o potencial de impacto sobre o planejamento do sistema elétrico brasileiro, especialmente em regiões com maior disponibilidade de energia renovável.

O debate também envolve segurança energética e soberania digital. O relator da proposta na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, argumentou que o Brasil possui condições favoráveis para receber grandes complexos tecnológicos, incluindo disponibilidade de recursos naturais e potencial de geração elétrica limpa. O governo avalia que a expansão dos data centers no país pode reduzir a dependência de estruturas instaladas no exterior e estimular cadeias produtivas ligadas à tecnologia, infraestrutura e energia.

Entre os apoiadores da retomada do Redata estão entidades como Abdib, Abimaq, Abradee, Abegás, Abraget, IBP, Brasscom, Abrace Energia, Apine, Abiape, Amcham Brasil, Firjan, FIERGS, FecomercioSP, Conexis e o Movimento Brasil Competitivo. Para o setor elétrico, a consolidação desse mercado tende a abrir espaço para novos investimentos em geração, transmissão e soluções de suprimento energético dedicadas, especialmente em fontes renováveis capazes de atender às exigências ambientais e de confiabilidade dos grandes operadores globais de data centers.

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