Documento reúne 15 entidades e mira entraves na geração, transmissão e consumo entre 2027 e 2030; as propostas já circulam entre interlocutores da transição
República da Verdade – 17.08.2026 | O Fórum das Associações do Setor Elétrico (Fase) concluiu um documento de 32 páginas no qual sugere 50 iniciativas consideradas “concretas” e “implementáveis” para o período 2027-2030. O material ainda não foi oficialmente lançado, mas já circula entre interlocutores da transição de governo e busca antecipar soluções para gargalos que afetam geração, transmissão e consumo de energia no país.
A agenda está dividida em sete capítulos e reúne o apoio de 15 entidades representativas de geradores, distribuidores e grandes consumidores. Entre os desafios destacados aparecem o curtailment — cortes forçados de produção em usinas renováveis —, a expansão do mercado livre para pequenos consumidores e a necessidade de tornar a tarifa mais transparente.
“O Brasil construiu uma vantagem elétrica rara, mas ainda não a converte plenamente em desenvolvimento”, afirma o texto do Fase.
Nos primeiros 100 dias de gestão, o fórum propõe 11 medidas. As ações incluem a publicação de decretos para aprimorar a governança do setor, a revisão de subsídios na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a definição de um calendário plurianual de leilões de capacidade que traga previsibilidade de preço para investidores.
O capítulo inaugural concentra-se na coordenação entre órgãos como o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O Fase sugere transmitir reuniões sempre que possível, divulgar áudios e atas completas e adotar critérios claros para nomeação de dirigentes com responsabilidade por resultados.
Em seguida, o documento trata da segurança energética. A proposta indica que a contratação de reserva de potência deve ter limites orçamentários explícitos e comparação de alternativas, de modo a evitar custos excedentes na tarifa do consumidor.