Foi o maior deságio em leilão de transmissão desde 2020, estima diretor da Aneel

De acordo com o secretário de leilões da agência reguladora, o certame terá um custo para os consumidores de R$ 286,2 milhões por ano

Valor Econômico – 27.03.2026 |

O leilão de transmissão de energia realizado na B3, em São Paulo, registrou o maior deságio do segmento desde 2020, atingindo 50,68%, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). De acordo com a agência, o certame implicará custo anual de R$ 286,2 milhões aos consumidores, considerando a receita permitida, mas proporcionará uma economia estimada em R$ 7,6 bilhões ao longo das concessões.

Entre os vencedores, destaque para a Engie, que respondeu por 47% de participação no leilão e deverá investir cerca de R$ 1,5 bilhão. A Cymi ficou na segunda colocação, com aportes em patamar semelhante, consolidando a forte competitividade do certame.

O consórcio BR2ET, responsável pelo lote 4, inclui a Brasiluz, que já possui contrato de transmissão arrematado em 2024. Segundo a Aneel, o andamento desse projeto segue dentro da normalidade. Para o próximo leilão, previsto para o segundo semestre, a expectativa é de um certame ainda maior, com investimentos estimados em cerca de R$ 22 bilhões, embora os lotes ainda não tenham sido detalhados.

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