PLD no teto contrasta com bandeira verde e reforça debate sobre operação

MegaWhat – 04.02.2026 | A forte alta dos preços de energia elétrica voltou a chamar a atenção do mercado nesta quarta-feira (4), com o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) alcançando R$ 1.557/MWh em diferentes submercados e patamares de carga. O movimento contrasta com a adoção da bandeira tarifária verde em fevereiro, que não impõe custos adicionais aos consumidores do mercado regulado. O descompasso reacende críticas sobre a coerência entre os sinais tarifários e o custo real da operação do sistema elétrico.

A volatilidade tem pressionado principalmente agentes do mercado livre, como comercializadoras e consumidores expostos ao curto prazo, reduzindo a liquidez e elevando o risco de crédito entre contrapartes. Embora o preço médio do dia tenha girado em torno de R$ 540/MWh, o sistema registrou picos relevantes ao longo do período, refletindo uma operação mais onerosa e um cenário mais sensível após episódios recentes de estresse financeiro no setor.

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) indicam que os preços permaneceram relativamente estáveis durante a madrugada e a manhã, mas apresentaram forte elevação no início da noite. Nos submercados Sudeste/Centro-Oeste e Sul, o PLD atingiu o teto regulatório entre 20h e 21h, comportamento semelhante ao observado no Norte e Nordeste. Após o pico, os valores recuaram, mas seguiram elevados em comparação ao início do dia.

A escalada dos preços está associada à piora das expectativas hidrológicas e ao aumento do despacho de usinas térmicas, mais caras. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aponta que a combinação entre crescimento da carga, impulsionado pelas altas temperaturas, e redução da geração eólica elevou o Custo Marginal de Operação (CMO), que pode atingir R$ 4.800/MWh. O cenário também reflete uma estratégia mais conservadora para preservar os níveis dos reservatórios diante de um período úmido abaixo do esperado.

Diante desse contexto, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que deve discutir a manutenção da estratégia operativa e possíveis medidas para reduzir a volatilidade dos preços. Analistas avaliam que o comportamento recente do PLD pode ampliar o debate sobre segurança energética e equilíbrio entre custos e riscos, além de aumentar as preocupações com impactos financeiros para comercializadoras e consumidores livres.

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