Entidades defendem maior competitividade no gás

Em nota conjunta, 18 associações afirmam mais competição e oferta seria a solução para aumentar a soberania energética e evitar os impactos da guerra do Oriente Médio

Brasil Energia – 06.04.2026 | Nota pública conjunta, divulgada hoje por entidades vinculadas ao mercado de gás natural, defende que o Brasil amplie a oferta e a competição neste segmento e reduza o custo da infraestrutura como solução para proporcionar a soberania energética e evitar os impactos provocados nos preços domésticos, proporcionados pela guerra no Oriente Médio.

Segundo o documento, “os efeitos da guerra já estão sendo sentidos nos consumidores de gás natural do Brasil. O preço vai subir mais de 50%, já que a maior parte dos contratos de gás natural é atrelada ao petróleo. Essa indexação é evidência de um mercado com pouca concorrência e dependente das importações. Temos de mudar esse cenário”.

Para as entidades, a guerra no Oriente Médio está demonstrando que “países que não garantem sua soberania energética tornam-se mais vulneráveis, menos competitivos e mais expostos a crises externas”. Apesar de o Brasil contar com reservas abundantes, convive com o paradoxo de reinjetar mais da metade do gás natural produzido, importando o energético a preços mais altos, afirma a nota.

Em 2026, segundo o texto, foram reinjetados mais de 100 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia – o triplo do consumo industrial. Além disso, o custo da infraestrutura é elevado. Para movimentar o gás nos gasodutos de transporte e distribuição são pagos mais de US$ 4/MMBTU, o dobro da Europa, de acordo com a nota.

As entidades afirmam ainda que, nos gasodutos de escoamento e unidades de processamento de gás, o preço de acesso não é transparente e consiste em um impeditivo para atrair outros agentes produtores para o mercado.

“Diante desse cenário, é urgente construir um grande pacto nacional pelo gás natural, envolvendo o governo federal, o Congresso Nacional, os governos estaduais, Assembleias Legislativas, agências reguladoras, produtores, transportadores, distribuidores, consumidores e comercializadores. Esse pacto deve ter como objetivo central ampliar a oferta de gás natural no mercado brasileiro, aumentar a concorrência e reduzir o custo das infraestruturas”, defendem as entidades.

A nota acrescenta que uma maior competitividade do gás natural poderá contribuir para reindustrializar o Brasil, garantindo insumo competitivo para setores intensivos em energia, além de gerar emprego e renda, com cadeias produtivas mais dinâmicas e investimentos ampliados.

Também será possível acelerar a descarbonização, substituindo fontes mais poluentes por um combustível de transição mais limpo e eficiente, e reduzir custos sistêmicos, beneficiando toda a economia e aumentando a competitividade do país. E, por fim, permitiria fortalecer a soberania energética nacional, reduzindo a dependência de choques externos.

O manifesto é assinado por Abal, Abemi, ABiogás, Abiquim, Abividro, Abrace, Abraceel, Anace, Anfacer, Aspacer, Findes, Firjan, Cogen, CCGNMP, Abiape, Abiclor, Abpip e Apine.

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