Comitê do setor elétrico pediu novos estudos técnicos sobre parâmetros usados no cálculo e manteve regras atuais
Poder360 – 13.mai.2026 | O CMSE decidiu adiar a alteração do parâmetro de aversão ao risco utilizado nos modelos computacionais do setor elétrico brasileiro e manteve, por enquanto, o modelo CVaR 15/40. Em reunião realizada na quarta-feira (13), o comitê solicitou ao ONS e à CCEE estudos adicionais sobre os impactos dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de Potência de 2026 antes de deliberar sobre eventual flexibilização do modelo.
O CVaR (Conditional Value at Risk) é um mecanismo que mede o risco de escassez energética em cenários hidrológicos adversos e influencia diretamente a operação do sistema. O parâmetro determina o nível de conservadorismo adotado no despacho das usinas, definindo o volume de água a ser preservado nos reservatórios hidrelétricos e o acionamento preventivo de usinas termelétricas. No modelo vigente, os 15% piores cenários hidrológicos recebem peso de 40% nos cálculos que orientam o despacho e a formação do PLD.
A manutenção do CVaR 15/40 preserva uma estratégia mais conservadora para operação do sistema elétrico, estimulando maior despacho térmico e retenção de água nos reservatórios. Embora essa metodologia eleve os custos de geração no curto prazo, agentes favoráveis ao modelo argumentam que ela reduz o risco de déficit de abastecimento em períodos de seca e aumenta a segurança energética do sistema interligado nacional.
Por outro lado, entidades como a Abraceel defendem a migração para o CVaR 15/30, alegando que o atual nível de aversão ao risco provoca despacho excessivo de térmicas mesmo em cenários hidrológicos mais favoráveis. Segundo a associação, a mudança poderia gerar economia de R$ 5,4 bilhões em custos de geração termelétrica e proporcionar redução tarifária estimada em 0,98% nas contas de energia elétrica.
Já defenderam a posição favorável à manutenção do CVaR 15/40:
Abrage (Associação Brasileira de Empresas Geradoras de Energia Elétrica)
Abraget (Associação Brasileira de Geradores Termelétricos)
Apine (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica).
Replicado em MegaWhat