Apine pede resposta urgente da Aneel ao avanço da GD

 

Manifestação enviada à Aneel em conjunto com outras associações aponta crescimento descompassado da GD solar e pede medidas para conter cortes de geração no sistema

Brasil Energia – 29.09.2026 | A expansão acelerada da micro e minigeração distribuída (MMGD) solar aumenta os cortes forçados de geração e pressiona a operação do sistema elétrico, alerta a Associação Brasileira dos Produtores
Independentes de Energia Elétrica (Apine) em manifestação conjunta encaminhada à Aneel. O documento pede medidas regulatórias imediatas para compatibilizar novas conexões com a demanda e a capacidade do SIN.

Segundo dados da reguladora citados no documento, a capacidade instalada de MMGD passou de cerca de 1,3 MW, em 2012, para 47,85 GW ao fim de 2025. Em julho de 2026, superou 50 GW. No mesmo período, a carga global do SIN cresceu de 58,24 para 81,42 GWmed.

Estudo do Instituto Acende Brasil aponta taxas médias anuais de crescimento de 122,8% para a MMGD e 2,6% para a carga do sistema. A manifestação relaciona esse descompasso ao aumento das restrições de geração. Em 2025, a restrição média eólica chegou a um patamar quase 379 vezes superior ao de 2022; na geração solar centralizada, a média foi 4,3 vezes a registrada em 2024. Além disso, o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição foi acionado duas vezes em 2026, em junho e agosto.

Outro alerta diz respeito ao crescimento de instalações irregulares, chamadas de “gato solar”. O ONS estima entre 11,8 GW e 14,6 GW de potência irregular, cerca de 30% da MMGD registrada. Em fiscalização de 19 distribuidoras, a Aneel identificou irregularidades em 59% das unidades inspecionadas.

A Apine pede prioridade para aprimorar os critérios de conexão, fiscalizar ampliações não comunicadas, aumentar a transparência sobre os cortes, avançar na sinalização tarifária horária e concluir a metodologia de valoração dos custos e benefícios da MMGD. Também solicita que a Aneel avalie mecanismos para limitar os subsídios à MMGD custeados pela CDE.

“Sem esses cuidados, o crescimento de uma fonte renovável pode ampliar ainda mais o desperdício de outras, transferir riscos aos demais agentes e comprometer a segurança do fornecimento de energia elétrica no país”, afirma a manifestação.

Link da publicação original

Replicada em Brazil Energy, Hub Industrial Brasileiro, Brasil Energy, CanalEnergia, Agência iNFRA, Cenário Energia, Energia Limpa, Brain Market, Acende Brasil

Gostou? Compartilhe este artigo!
Veja também
notícias relacionadas
ENTRE EM CONTATO
  • +55 61 3226-3130
  • apine@apine.com.br
ENDEREÇO
SHS Quadra 6, Ed. Business Center Tower - Brasil 21 Bloco "C" - Sala 212 - Brasília - DF- CEP: 70316-109
©2023 Apine. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Fresh Lab Agência de Marketing Digital